• Luciano Klein

O regime de matrículas por crédito não é para amadores


Sem dúvidas, a possibilidade de otimizar custos é no mínimo excitante. Pensando na realidade de um gestor que atua em uma IES e adota o regime de matrícula seriado, imagino o seguinte cenário: Ele dá uma caminhada pelo campus, observa diversas salas de aula com meia-dúzia de alunos matriculados e pensa:

não era para ser assim, preciso resolver isso, pois a sala de aula comporta 40 alunos e deveria estar no mínimo com 20 alunos! Vamos mudar o regime de matrícula aqui, faria muito mais sentido ofertar as disciplinas com base nas possibilidades de matrícula, cortando disciplinas que não se pagam.

Partindo desse pressuposto, preparei uma lista com alguns poucos fatores que precisam ir para a balança, por que nesse caso o bicho pega:

  • Ciclos de PDCA (planejar, executar, verificar e agir) : é barbada quando tem uma grade gordinha, cheia de possibilidades para acomodar professores e alunos. Regime de matrícula por crédito é uma arte: envolve custos, recursos humanos, calendários, legislação, disponibilidade física e cálculos avançados em busca da possibilidades de matrícula, sem incendiar o jogo de interesses;

  • Carga sobre tecnologia: os sistemas que operam matrícula e rematrícula precisam ser experientes, robustos e alimentados com informações confiáveis. O processamento de dados em período de matrícula e rematrícula é enorme, nessa hora o sistema não pode falhar;

  • Diminuição da previsibilidade de receitas: os custos com folha podem diminuir, mas as receitas podem seguir o mesmo caminho. Algumas IES que adotam o regime de matrícula por crédito estão inovando na área de financeira, adotando contratos que flexibilizam as matrículas e estabilizam o valor das mensalidades. Até agora os primeiros indicadores que tive acesso são espetaculares;

  • Desconexão pedagógica: Se você espera um histórico escolar todo bonitinho, cheio de disciplinas conectadas, cadenciadas e planejadas com antecedência pelos doutores do corpo pedagógico, terá uma bela dor de cabeça;

Esse aqui é só um resumo, a lista de dores é muito maior e é um assunto contraindicado para gestores que sofrem para lidar com tecnologia e planejamento. Conforme relata o Professor Leandro Corso, da consultoria Orion Estratégia e Otimização:

a realidade das IES mistura recursos humanos, infraestrutura, margens apertadas, legislação e previsão de demanda interna. Ofertar disciplinas de forma enxuta exige algoritmos de cruzamento de dados confiáveis e experimentados, utilizando massivamente matemática aplicada à probabilidade. Em todas as oportunidades conseguimos reduções de custo acima de 10%, comparando com planejamentos realizados por humanos+planilhas

Realmente não é assunto para amadores.

Se você leu até aqui, provavelmente já pensou no assunto. Então comenta aí o que você está pensando!

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